sexta-feira, 11 de março de 2011

Brasil vai sofrer 'tsunami' de lixo eletrônico

Especialistas prevêem que em breve o Brasil vai enfrentar um "tsunami" de lixo eletrônico, formado por restos de computadores, impressoras, televisores, aparelhos de som, celulares, impressoras, entre outros. O País desconhece quanto desse tipo de resíduo, altamente poluente, é produzido por ano e aonde vai parar. Sem leis, boa parte é depositada em lixões, com risco de contaminação do solo e das águas, potencializando problemas de saúde pública. "Lamentavelmente, há 17 anos o Congresso aprecia o projeto de lei n.º 203/91, que trata do assunto, sem uma solução", diz Sílvia Martarello Astolpho, coordenadora do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Trabalho desenvolvido pelo setor de Toxicologia Humana e Saúde Ambiental da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo informa a existência de alguns componentes presentes em computadores que, ao serem descartados de forma inadequada, podem provocar problemas como câncer, são eles: chumbo, níquel, berílio, cobalto, cromo, cádmio, selênio, arsênio. A situação fica mais complicada quando se considera que 37% dos computadores negociados no mercado são provenientes do chamado mercado cinza (contrabando). Há dois anos, o porcentual estimado era de 76%. Segundo especialistas, o potencial poluidor desses aparelhos é maior do que o do de empresas conhecidas.

Problema de curto prazo - Mesmo sem saber o volume de lixo eletrônico produzido e sua destinação, é possível imaginar o tamanho do problema que País enfrentará no curto prazo pelos números do consumo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), somente neste ano, devem ser comercializados no mercado interno 12 milhões de computadores, ante 10 milhões em 2007 (o tempo para obsolecência de um computador é calculado em até 4 anos), 48 milhões de celulares, ante 45 milhões em 2007 (calcula-se que o mercado já tenha 140 milhões de aparelhos em operação). A Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) informa que devem ser vendidos entre 9 e 10 milhões de televisores, ante 10 milhões em 2007. O avanço na produção de bens como liquidificadores e batedeiras deve chegar a 7%. O que poderia ser oportunidade de negócio acaba se tornando um problema, cuja solução certamente vai passar pelo bolso da população brasileira.

Ausência de leis - "Legisladores, Estados, União e municípios têm desprezado o problema. O Brasil carece de leis que definam responsabilidades, coleta e reciclagem de produtos descartados. Lamentavelmente, há 17 anos o Congresso brasileiro aprecia o projeto de lei n.º 203/91, que trata do assunto, sem uma solução", diz Sílvia Martarello Astolpho, coordenadora do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Primeiro mundo - No caso da Europa, por exemplo, diretriz do IEEE (sigla em inglês, Instituto dos Engenheiros Elétricos e Eletrônicos) estabelece critérios para desempenho ambiental de PCs, notebooks e monitores e estipula a redução ou eliminação de materiais prejudiciais ao meio ambiente como cádmio, mercúrio, chumbo, cromo hexavalente; seleção de materiais, projeção do fim da vida útil, com o mínimo de 65% de material reciclável; aumento da longevidade do produto, previsão e possibilidade de atualização (upgrade); conservação de energia, gerenciamento do final da vida, com retorno ao fabricante; auditoria dos parceiros de reciclagem; reciclagem de baterias; existência de política corporativa ambiental consistente com a ISO 14001 e embalagem 90% reciclável ou reutilizável.

No Brasil, a situação é classificada como caótica. "Mesmo nos casos em que se estabeleceu necessidade de coleta (pilhas e baterias de celular, por exemplo), não há fiscalização", lamenta a coordenadora da Abrelpe. No caso do celular, o aparelho deve ser levado à loja e ela encaminhará ao fabricante para descarte. As dificuldades de mobilizar o consumidor para mudar a situação atual está no que os especialistas chamam de a mágica do lixo. O consumidor põe o lixo na porta da residência e ele desaparece. "Aquilo não tem mais a ver com ele."

De acordo com a representante da Abrelpe, como não há lei, o Brasil não desenvolve a infra-estrutura necessária para atender à demanda, impulsionada pela renovação tecnológica, crédito e aceleração do consumo, com a entrada no mercado das classes menos favorecidas. O aumento na produção do lixo eletrônico agrava ainda mais os problemas nas grandes cidades, uma vez que já não existem áreas próximas dos centros urbanos que possam ser usadas para descarte. "Em São Paulo somente 40% do lixo, aí incluso o eletrônico, é enviado para aterros sanitários. Os 60% restantes são enviados para os chamados aterros controlados".

sábado, 22 de janeiro de 2011

Falta Aeroporto, Hotel e Táxi

Os problemas de infraestrutura, caos aeroportuário à frente, são frequentemente apontados como possíveis motivos de vexame durante a Copa do Mundo de futebol que será disputada no Brasil em 2014.

Mas as dificuldades não estão apenas no ar. O carnaval do Rio de Janeiro deste ano mostrou que não há hotéis suficientes e que o transporte público da cidade não tem condições de atender à demanda. Quem tentou fugir do transporte coletivo, não encontrou táxis. As filas de espera ultrapassavam uma hora.

Há três anos da Copa, ainda há muito a fazer.

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domingo, 9 de janeiro de 2011

O fim das lâmpadas incandescentes no Brasil

Nada melhor que começar um novo ano com uma boa notícia. Nesta semana foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio. A portaria exige que até 2016 retirem gradualmente do mercado brasileiro as lâmpadas incandescentes de uso comum (superior a 40 Watts). A notícia é ótima, pois como quase todo mundo sabe as lâmpadas fluorescentes são muito mais duráveis e econômicas.

Esta medida do governo é muito positiva para todos nós consumidores e para o país, já que a economia gerada pelo uso de lâmpadas fluorescentes reduz a sobrecarga do sistema elétrico do país, ou seja, menos gastos com investimentos neste setor e menos poluição ambiental.

O Brasil consume anualmente cerca de 300 milhões de lâmpadas incandescentes e 100 milhões de lâmpadas fluorescentes compactas. Nos últimos 4 anos esse consumo de lâmpadas compactas aumentou 20% a cada ano. O consumo aumentou porque a qualidade das lâmpadas melhorou. Como a maioria das lâmpadas é importada do mercado Asiático elas não obedeciam nenhum critério de qualidade. Mas o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) entrou na jogada exigindo a garantia mínima de 1 ano das lâmpadas e em dezembro passado lançou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), obrigando todos os produtos do gênero a exibirem um selo que ateste o cumprimento das exigências do órgão quanto a seu desempenho. Tudo muito bom, mas o lado ruim é que 94% destas lâmpadas compactas terminam sua vida em lixões. Isso é péssimo para a saúde de todos nós, pois as lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, um metal extremamente tóxico.

Esta medida de banir as lâmpadas incandescentes foi adotada pela União Européia antes de nós e começou a valer em setembro de 2009. As duas principais diferenças são: na Europa eles pretendem banir totalmente as lâmpadas incandescentes em 3 anos - no Brasil irão banir parcialmente em 5 anos (as lâmpadas com potência igual ou inferior a 40 Watts permanecerão); na Europa eles possuem leis obrigando que as fabricantes são responsáveis pela coleta das lâmpadas (logística reversa) e reciclagem do mercúrio contido nelas.

Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (ABilumi), temos apenas 10 empresas no Brasil que fazem a reciclagem das lâmpadas fluorescentes.

A quebra de uma lâmpada fluorescente libera mercúrio no ar, ou seja, pode envenenar você. Confira a seguir os procedimentos recomendados pela ABilumi se caso isto acontecer na sua casa:
- Não usar equipamento de aspiração para a limpeza;
- Logo após o acidente, abrir todas as portas e janelas do ambiente, aumentando a ventilação;
- Ausentar-se do local por, no mínimo, 15 minutos;
- Após 15 minutos, colete os cacos de vidro e coloque-os em saco plástico.

Procure utilizar luvas e avental para evitar contato do material recolhido com a pele;
- Com a ajuda de um papel umedecido, colete os pequenos resíduos que ainda restarem;
- Coloque o papel dentro de um saco plástico e feche-o;
- Coloque todo o material dentro de um segundo saco plástico.

Assim que possível, lacre o saco plástico evitando a contínua evaporação do mercúrio liberado;
- Logo após o procedimento, lave as mãos com água corrente e sabão.

http://twitter.com/Lixo_Eletronico

domingo, 2 de janeiro de 2011

Greengle: Você faz sua busca e ajuda a plantar árvores!

Imagine que uma simples pesquisa que você fizesse no Google pudesse contribuir para a preservação do meio-ambiente. Pois essa é a proposta do Greengle, um buscador que utiliza a busca personalizada do Google e promete plantar uma árvore para cada 6.000 visitas únicas em algum dos sites do projeto “Clicou, plantou” – Greengle, Greenvana Style e Greenvana Eco Store.
Parece pouco, mas desde o dia 16 de dezembro até hoje, o site já plantou 5 árvores. Além do mais, apenas uma árvore, de grande porte, com 90cm de diâmetro por 30m de altura pode armazenar cerca de 6 toneladas de carbono – o que corresponde a mais de 20 toneladas de CO2, equivalente à média de emissões de 33 pessoas por ano.

Para que não haja dúvidas quanto à idoneidade da empresa em promover a ação, a Greenvana deverá disponibilizar os recibos das doações em seus três sites que poderão ser consultados por aqueles mais desconfiados.

É inegável que a iniciativa também promova o fortalecimento da marca e há a possibilidade de que a estratégia seja imitada futuramente por outras empresas apenas com esse objetivo. Neste caso não é o que parece, já que os produtos e serviços da empresa estão totalmente alinhados com a ideia de sustentabilidade. A impressão que tive é que esta é apenas uma daquelas iniciativas simples, mas bastante positivas e que, de pouco em pouco, pode fazer uma grande diferença para a preservação do planeta.

Fonte: Brainstorm9 e Greenvava Style