segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Policiais militares que mataram jovem por engano são presos
Os policiais militares Marcio José Watterlor Alves e Delviro Anderson Moreira Ferreira se apresentaram na manhã desta quinta-feira(15) na sede do 41º BPM (Irajá), na zona norte, um dia depois de a Justiça decretar a prisão preventiva de ambos por conta da ação que resultou na morte de Haíssa Vargas Motta.
De acordo com a corporação, os dois policiais passam por exames médicos e, posteriormente, serão encaminhados ao BEP (Batalhão Especial Prisional), onde ficarão presos até que haja nova determinação judicial.
Haíssa morreu após ser atingida nas costas por um disparo de fuzil na madrugada de 2 de agosto de 2014, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, durante uma perseguição policial.
Os policiais foram denunciados por homicídio doloso duplamente qualilifado(motivo fútil e recurso que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima). Eles foram ainda afastados pela Polícia Militar e, segundo a corporação, eles respondem a um Inquérito Policial Militar que deve ter seu resultado divulgado nos próximos dias.
O crime veio átona depois que a revista "Veja" divulgou, no sábado(10), imagens gravadas pelas câmeras internas de um carro de patrulha que registram em detalhes a ação policial. Ao todo, Watterlor atirou nove vezes contra o carro em que Haíssa estava com mais quatro amigos. A jovem chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
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